CORRESPONDÊNCIA DE UM DIPLOMATA NO III REICH - VEIGA SIMÕES: MINISTRO ACREDITADO EM BERLIM Telefone do anunciante:239 840 289 Fax :23 984 029 0
16 Jul

CORRESPONDÊNCIA DE UM DIPLOMATA NO III REICH - VEIGA SIMÕES: MINISTRO ACREDITADO EM BERLIM

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Correspondência de um diplomata no III Reich – Veiga Simões: ministro acreditado em Berlim de 1933 a 1940 , da investigadora Lina Alves madeira (responsável pela introdução, selecção e organização da obra), trata-se de um livro patrocinado pela Associação dos Amigos do Arquivo Histórico-Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e pela Câmara Municipal de Arganil, com o apoio do Arquivo Histórico-Diplomático do MNE e do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX – CEIS20 – da Universidade de coimbra – e é o primeiro volume da colecção “Barca de Cronos” da editora Mar da Palavra. APRECIAÇÃO CRÍTICA: A colecção de documentos que agora apresentamos, da responsabilidade de Lina Madeira, que muito bem conhece o Arquivo do Ministério dos Negócios Estrangeiros, é fundamental para captar a representação do que se passou na Alemanha nazi segundo o ponto de vista do um embaixador português, Alberto Veiga Simões, que já foi alvo da sua tese de mestrado, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e pouco depois publicada numa colecção da responsabilidade de Amadeu Carvalho Homem, que co-orientou a dissertação (Alberto da Veiga Simões. Esboço Biográfico). Trata-se de um político da Primeira República, que assumiu, enquanto jovem, uma posição cultural equívoca de “nova geração” e que, integrando-se na vida política activa, se foi desiludindo — e por certo foi desiludindo outros políticos, como o líder do Partido Evolucionista António José de Almeida — com a experiência republicana, mudando assim de tendência, como foi comum na época, menos, com certeza, por falta de coerência do que pela procura da “raiz” do pensamento e da prática do republicanismo. Este tipo de mudança trata-se, em geral, de um processo que vai de desilusão em desilusão e que acaba, algumas vezes, numa adesão mais ou menos consciente ao sistema político que se começou a formar por volta de 1930, ou ainda antes, mas que, noutros casos, termina num afastamento mais ou menos crítico em relação à generalidade das ideologias autoritárias que grassavam no tempo. (...) Se quisermos fazer uma comparação, que julgamos pertinente, com uma obra memorialística notável, recentemente publicada na nossa língua (Junho de 2005) — o livro de Sebastian Haffner, "História de um alemão" ("Gaschichte einen Deutschen", publicado no original em 2000) —, pode dizer-se que Veiga Simões, um português, começa a apreciar dramaticamente, ainda que com um olhar estrangeiro, o que se ia passando, quando o “alemão”, jovem jurista, termina o seu discurso, ainda necessariamente mais trágico, no ano fatídico de 1933. No plano editorial poderemos dizer, sem exagero, que ambas as obras são as mais interessantes saídas ultimamente dos prelos portugueses sobre o “ovo da serpente”, ou seja, os anos da Alemanha nazi que antecederam a dramática Segunda Guerra Mundial. (...) Uma nota final e curiosa: nunca se invoca nestas cartas, por comparação ou por oposição, o sistema de Salazar. Por tudo isto, e por outros motivos, estava mais que justificada a substituição na embaixada de Portugal em Berlim de Veiga Simões e um processo que o levou à passagem à disponibilidade e ao exílio. Augusto Veiga Simões, que nascera um ano antes de Salazar (em 1888) morre em Paris, já depois da guerra, em 1954. Terminará os seus dias como investigador, dedicado à história do seu país. E, na verdade, essa vocação já se sente nestes escritos diplomáticos agora publicados. Luís Reis Torgal (Professor universitário, historiador e prefaciador da obra)
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Tipo: Vende-se
Concelho: Coimbra
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